Riscos – Riscos gerados automaticamente por controles falhando

A plataforma cria riscos por conta própria em uma situação específica: quando um controle passa a falhar. A ideia é simples e útil. Se algo que deveria estar protegendo a empresa deixou de funcionar,…

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Written By Anderson TorresLast updated 37 minutes ago

A plataforma cria riscos por conta própria em uma situação específica: quando um controle passa a falhar. A ideia é simples e útil. Se algo que deveria estar protegendo a empresa deixou de funcionar, isso é um risco, e ele deveria estar no registro em vez de existir apenas como um alerta técnico.

Este tutorial explica como esses riscos chegam, o que eles significam, e o que você precisa fazer com eles. A última parte é a mais importante, porque eles não se resolvem sozinhos.

Como você reconhece um risco automático

Três sinais:

  • A marca Gerado automaticamente na lista.
  • O nome faz referência ao controle que falhou, incluindo o código dele.
  • A categoria indica que a origem é automática.

Além disso, o risco já vem com o controle vinculado, o que é a parte mais valiosa: você abre o risco e vê imediatamente qual controle está falhando.

Você também recebe uma notificação quando um desses riscos é criado.


SO que ele traz, e o que ele não traz

Aqui está o ponto que evita mal-entendidos. O risco automático chega com:

Campo

Como vem

Nome

Referência ao controle que falhou

Severidade

Alto, sempre

Probabilidade

Alta, sempre

Status

Aberto

Controle vinculado

Sim

Responsável

Vazio

Data de vencimento

Vazia

Plano de mitigação

Vazio

Tipo de tratamento

Não definido

A avaliação Alto e Alta é um valor de partida, não um julgamento. A plataforma não tem como saber se aquele controle específico, falhando na sua empresa, representa um risco crítico ou algo menor. Ela assume uma posição conservadora e devolve a decisão para você.

A consequência prática: se você tem muitos controles falhando, vai ter muitos riscos com exatamente a mesma pontuação. Isso não significa que todos sejam igualmente graves. Significa que nenhum foi avaliado ainda.

O que fazer com cada um

Quatro passos, na ordem:

1. Avalie de verdade. Ajuste severidade e probabilidade para o que faz sentido no seu contexto. Um controle de senha falhando em um sistema interno sem dados de cliente não é o mesmo que o mesmo controle falhando na produção.

2. Reescreva o nome. O nome original serve para você achar a origem, e não descreve a consequência. Trocar para algo como contas administrativas sem segundo fator permitem acesso indevido a dados de produção torna o registro legível para quem não conhece o código do controle.

3. Atribua responsável e prazo. Sem isso, o risco fica no registro sem ninguém encarregado, e a lista cresce sem que nada ande.

4. Escolha o tipo de tratamento. Corrigir o controle é Mitigar. Decidir conviver, por exemplo porque o sistema afetado vai ser desativado em dois meses, é Aceitar, e essa decisão deve ir para as notas.

O ponto mais importante: eles não fecham sozinhos

Quando você corrige o problema e o controle volta a passar, o item de ação correspondente é encerrado automaticamente. O risco não. Ele continua Aberto até que alguém o atualize.

Isso é deliberado no sentido de que encerrar um risco é uma decisão, e não um efeito colateral de um teste técnico voltar a passar. Mas gera uma consequência que você precisa conhecer: o registro de riscos não reflete o estado atual dos controles. Ele reflete o que aconteceu, mais o que as pessoas fizeram a respeito.

Por isso, inclua isto na rotina: ao revisar controles que voltaram a passar, feche ou marque como mitigado o risco correspondente, com uma nota dizendo o que foi corrigido e quando.

Se você não fizer isso, chega em auditoria com um registro cheio de riscos abertos que já foram resolvidos. O efeito é o oposto do desejado: parece que a empresa não trata os seus riscos.

E se o controle falhar de novo depois?

Atenção a isto, porque é o detalhe que mais surpreende.

Cada controle gera um risco automático uma única vez. Se você fechar esse risco e o mesmo controle voltar a falhar mais tarde, um novo risco não é criado.

Ou seja: não use o registro de riscos como alarme de recorrência. Para saber que um controle voltou a falhar, olhe o status do controle e os itens de ação, que são os mecanismos feitos para isso.

O registro de riscos serve para a decisão e o histórico. A detecção do dia a dia está nos controles.

Quando eles não aparecem

Se controles estão falhando e nenhum risco automático surge, a explicação mais provável é que o módulo de gestão de riscos não está ativo no seu plano. A criação automática depende dele.

Também não haverá novo risco para um controle que já gerou um antes, conforme explicado acima.

Problemas comuns

Dezenas de riscos idênticos em pontuação. Esperado, e é o sinal de que a revisão ainda não foi feita. Comece pelos controles que protegem dados sensíveis ou produção.

O registro está cheio de riscos de controles já corrigidos. Falta a rotina de fechamento. Filtre por Aberto, cruze com os controles que hoje passam, e encerre em lote com nota.

Excluí o risco automático em vez de fechá-lo. Você perde o histórico, que é justamente o que demonstra gestão. Prefira Fechado com nota.

Achei que o registro me avisaria de nova falha. Não avisa. Acompanhe os controles e os itens de ação para isso.

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